

Jeroen Berwaerts
O trompetista belga Jeroen Berwaerts, nascido a 23 de fevereiro de 1975, é uma figura de destaque no panorama musical internacional, distinguindo-se por uma abordagem artística abrangente e sem fronteiras estilísticas.
Reconhecido pelas suas excecionais capacidades técnicas e pela sensibilidade musical, o seu repertório abrange desde o período barroco atéà música contemporânea e ao jazz.
Iniciou o seu percurso com distinções em importantes concursos internacionais, como o Concours Maurice André e o Concours Européen de Jeunes Trompettistes, prosseguindo os seus estudos em Karlsruhe com o prestigiado trompetista Reinhold Friedrich.
Ao longo da sua carreira, foi também premiado no Prague Spring International Music Competition, consolidando o seu reconhecimento internacional.
Tem sido convidado a apresentar-se como solista com diversas orquestras de renome, entre as quais a NDR Elbphilharmonie Orchestra, a Munich Symphony Orchestra e a Symfonieorkest Vlaanderen, colaborando com maestros de referência. É presença regular em festivais internacionais como o Schleswig-Holstein Music Festival, onde interpretou em
estreia mundial obras de compositores contemporâneos.
Paralelamente, desenvolve uma intensa atividade de música de câmara, integrando o Stockholm Chamber Brass, ensemble para o qual foram escritas numerosas obras. A sua versatilidade estende-se ainda ao jazz e à voz, áreas que integrou na sua formação no Royal Conservatory of Ghent.
Gravou diversos trabalhos discográficos, incluindo In the Limelight, dedicado ao repertório romântico para trompete. Desde 2008, é professor de trompete na Hochschule für Musik de Hannover e é artista Yamaha.
Luis González
Luis González Martí é atualmente um dos trompetistas espanhóis de maior destaque, tanto pelo seu trabalho enquanto professor como enquanto solista.
É frequentemente convidado para participar em cursos e seminários como professor e orador convidado, tendo também desempenhado funções de jurado em vários prestigiados concursos nacionais e internacionais de trompete.
Enquanto solista, desenvolveu uma importante colaboração com o organista Roberto Fresto, com quem gravou o CD Luz Barroca, que inclui obras barrocas e contemporâneas. Estabeleceu também uma parceria com o pianista José Gallego e, em conjunto, a dupla recuperou e gravou o mais importante repertório para trompete de compositores dos séculos XX e XXI. Este trabalho está reunido em dois discos: Siglo XX Español (Século XX Espanhol) e Gestas de un Don Nadie (Gestos de um Zé-Ninguém).
Luis González gravou a obra de Juan J. Colomer, Viñetas Sinfónicas (Vinhetas Sinfónicas), para trompete e orquestra, incluída no seu disco Naturaleza Humana (Natureza Humana), uma coleção de obras do mesmo compositor para metais e orquestra. Esta gravação contou com a colaboração da Orquestra da Cidade de Granada, dirigida por José Luís Estellés.
González Martí foi membro da Orquestra Sinfónica de Baleares e da Orquestra Sinfónica de Madrid. Atualmente, é membro da Orquestra de Cadaqués, colaborando também como primeiro trompete com orquestras de grande prestígio, como a Mahler Chamber Orchestra, a Royal Concertgebouw Orchestra de Amesterdão e Les Dissonances.
Desde 2003, é professor de trompete no Conservatório Superior de Música do País Basco “Musikene”, em San Sebastián, função que desempenha em paralelo com a sua carreira como solista.
Luis González Martí toca exclusivamente trompetes Stomvi.
No âmbito do ensino, foi o artista da inovadora Suzuki Trumpet School, Volume I. Atribui o seu crescimento artístico a mentores como Richard Byrd, Vincent DiMartino, Ken Larson, Raymond Mase, Mark Gould e John Thies-
sen.
Desempenha funções como professor associado de trompete na Butler School of Music da Universidade do Texas em Austin, tendo lecionado, anteiormente na University of North Texas e na Colorado State University.
Michele Santi
O trompetista italiano Michele Santi, nascido a 18 de dezembro de 1975, é um intérprete especializado em trompete histórico, destacando-se pela sua atividade no domínio da música antiga e da interpretação historicamente informada.
Formou-se com a mais alta classificação no Conservatório “G. Frescobaldi” de Ferrara e prosseguiu os seus estudos no Conservatório “G.B. Martini” de Bolonha, onde se
especializou em trompete moderno, bem como em trompete renascentista e barroco. Aperfeiçoou-se com alguns dos mais importantes especialistas internacionais, consolidando
uma carreira sólida neste repertório.
Colabora regularmente com alguns dos mais prestigiados ensembles e orquestras europeias dedicadas à música antiga, entre os quais Europa Galante, Accademia Bizantina, Concerto Italiano, I Barocchisti e Venice Baroque Orchestra, trabalhando com destacados intérpretes e maestros da área.
Paralelamente, desenvolve atividade no repertório sinfónico e camerístico, apresentando-se com diversas orquestras italianas e europeias. A sua discografia inclui gravações para
editoras de referência, bem como colaborações com rádios e televisões internacionais.
É fundador do ensemble Ottoni Romantici, dedicado ao repertório do século XIX em instrumentos históricos, e desenvolve uma relevante atividade pedagógica, sendo também
responsável por masterclasses internacionais. Atualmente
é professor de trompete barroco no Conservatório “Bruno Maderna” de Cesena.
Ryan Quigley
Ryan Quigley é um premiado trompetista principal de jazz, compositor, arranjador, educador e requisitado músico de estúdio. Reconhecido pela sua versatilidade, sonoridade distinta e domínio de uma vasta gama de estilos musicais, gravou e realizou digressões internacionais com um extraordinário conjunto de artistas, incluindo Quincy Jones, George Michael, Michael Bublé, Pedro Abrunhosa, Sir Tom Jones, Robbie Williams, Bob Geldof, Randy Brecker, Ron Carter, Kurt Elling, Gregory Porter, Mike Gibbs e Beverley Knight.
Como trompetista principal, Ryan atuou com muitas das mais importantes orquestras e ensembles do Reino Unido e da Europa, incluindo a Metropole Orkest, Staatskapelle Berlin, Royal Philharmonic Orchestra, Hallé Orchestra, Royal Northern Sinfonia, BBC Scottish Symphony Orchestra, Royal Liverpool Philharmonic Orchestra, Manchester Camerata, Scottish Chamber Orchestra, Royal Scottish National Orchestra, Ulster Orchestra, RTÉ Concert Orchestra, National Symphony Orchestra of Ireland, BBC Big Band e NDR Big Band.
Igualmente à vontade no jazz, na música clássica, em estúdio e na música comercial, Ryan alia uma extensa carreira internacional como intérprete ao seu trabalho como compositor, arranjador e educador. A amplitude da sua experiência nestes diferentes universos musicais consolidou-o como um dos trompetistas mais notáveis e versáteis da sua geração.



Feelings Brass Orchestra
A Feelings Jazz Orchestra é uma Big Band de jazz fundada no final de 2025,um projeto do trompetista e maestro Pablo Marques.
A orquestra, composta por 19 elementos, tem como proposta a criação de um repertório que homenageia a tradição das Big Bands, mas que, ao mesmo tempo, apresenta um olhar atento a composições mais contemporâneas, geograficamente situadas em todas as Américas.
A Big Band tem uma formação variada: os seus integrantes são, em sua maioria, jovens talentos do jazz lisboeta, como Pedro Lobo, Vitor Fernandes, Vasco Pereira e Maria Fonseca, mas também inclui artistas já reconhecidos e com trajetorias já consolidadas como o saxofonista brasileiro Kito Sequeira.
A composição da orquestra é luso-brasileira, e essa mistura enriquece o estilo e o groove do conjunto.
A Feelings Jazz Orchestra segue uma trajetória de resgate da tradição das orquestras de jazz, posicionando-se, no entanto, num ambiente informal e acessível ao público geral.
A orquestra começou em 2026 uma parceria com o Titanic Sur Mer (Lisboa) para ter um espaço de ensaio e apresentação reconhecido na cidade de Lisboa como aberto, informal e descontraído, onde a Feelings Jazz Orchestra pode oferecer uma experiência nova e de alta qualidade para todo o tipo de público, sem barreiras.
O conjunto já se apresentou na Fábrica Braço de Prata (Lisboa) e nas Noites no Largo do Pelourinho (Alverca) e está desenvolvendo parcerias com artistas nacionais e internacionais.
Bacanos
Cláudio Silva - trompete
Micael Pereira - trompete
Yaw Tembe - trompete
Johannes Krieger - trompete
Gonçalo Marques - trompete
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Este grupo é um spin-off da peça de dança contemporânea “as Bacantes” de Marlene Monteiro Freitas. Depois de estarem em tour com esta companhia entre os anos 2016 e 2025, depois de mais de 150 espetáculos no mundo inteiro, este quinteto de trompetistas reivindicou uma existência autônoma, construindo para tal um repertório de música original e de arranjos específicos para esta formação. Alternando entre improvisação e composição escrita, e pisando várias geografas musicais, este conjunto de vozes muito distintas procura aqui um som colectivos que transcenda o individual, destaque os valores comuns, a começar pela forte amizade que os une depois de tantos reggaes partilhados.



Cláudio da Silva
Cláudio da Silva é trompetista, investigador e professor, doutorado em Artes Musicais pela NOVA FCSH e pela Escola Superior de Música de Lisboa. O seu trabalho centra-se no trompete contemporâneo e explora repertório, técnicas instrumentais e práticas performativas na relação entre música contemporânea e improvisação. Tem desenvolvido atividade artística em contexto nacional e internacional e lançou, em 2026, pela Stradivarius de Milão, editora italiana especializada em música contemporânea, o álbum CRU: Duetto Quasi Solo.

As Técnicas da Trompete Hoje
Uma conferência dedicada às possibilidades da trompete contemporânea, com base na prática do intérprete e em repertório dos séculos XX e XXI. De onde advêm determinadas técnicas? Como se tocam? Em que obras as encontramos? A apresentação aborda a transformação da técnica instrumental e da própria ideia de performance, com especial atenção a técnicas oriundas do jazz e da música experimental.
João Moreira
João Moreira é trompetista profissional e músico da Orquestra Metropolitana de Lisboa, com mais de uma década de experiência orquestral. Natural de Cucujães, iniciou os seus estudos em Oliveira de Azeméis e prosseguiu a sua formação em Portugal e na Alemanha, onde estudou com Sérgio Charrinho e Matthias Höfs.
Ao longo da sua carreira, apresentou-se como solista com diversas orquestras nacionais e internacionais e foi distinguido em importantes concursos, incluindo o Prémio Jovens Músicos e o International Trumpet Guild (EUA). Entre 2012 e 2017, integrou a orquestra MusicAeterna, na Rússia, sob a direção de Teodor Currentzis. De 2017 a 2019 foi trompete solista A na Orquestra do Algarve.
Paralelamente à atividade artística, dedica-se à investigação e promoção de uma prática musical mais consciente, saudável e sustentável, focando-se na busca do equilíbrio entre a técnica instrumental, o estudo do corpo e da mente e a procura de estratégias que promovem a longevidade e o bem-estar na performance musical, abordagem que está na origem do seu livro Respirar, Tocar, Sentir.
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Respirar, tocar, sentir - Excertos orquestrais de trompete - Manual para uma performance saudável.
"A nossa performance começa antes da primeira nota. Corpo e mente saudáveis são o ponto de partida para atingir o nosso potencial."
"Um manual para praticar, refletir e evoluir.
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Janete Santos
Janete Santos é flautista na Orquestra Metropolitana de Lisboa, professora e coordenadora de Relações Internacionais na Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO), diretora pedagógica do Conservatório de Música da Metropolitana e diretora artística do Festival Música com História, em Cinfães. A sua atividade artística e pedagógica abrange repertório do Barroco à contemporaneidade, numa procura constante de novos desafios e abordagens interpretativas. Entende a música como uma experiência profundamente humana, capaz de promover o crescimento pessoal e de criar pontes entre diferentes artes, culturas e comunidades. No Festival Música com História, promove o diálogo entre a música, o património e as comunidades locais, valorizando a memória cultural e a identidade dos territórios.
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A superação da doença profissional (distonia focal) e o seu impacto na vida profissional e pessoal de um músico
Esta palestra, integrada num capítulo de investigação no âmbito do meu programa de doutoramento, aborda a superação da distonia focal e o seu impacto na vida profissional e pessoal de um músico.
Partindo da experiência pessoal, pretende-se refletir sobre o papel do conhecimento aprofundado da partitura, das técnicas de estudo e da reformulação dos métodos de trabalho na construção de um caminho de superação. Através de uma abordagem centrada na consciência do estudo e na transformação da relação com o instrumento, procura-se demonstrar como a redefinição de estratégias de aprendizagem e de preparação musical pode abrir novas possibilidades de desempenho e contribuir para a reconstrução da identidade artística e profissional.
Mais do que partilhar uma experiência de doença, esta comunicação pretende transmitir uma perspetiva de superação, mostrando como a capacidade de questionar, compreender e transformar o próprio método de estudo pode ser determinante na procura de novas soluções e na continuidade de um percurso musical.
David Burt
David Burt é professor adjunto de trompete na Escola Superior de Música de Lisboa e foi Solista B com a Orquestra Gulbenkian durante 21 anos. O Dr. Burt possui graus académicos pela Universidade de Minnesota, pela Eastman School of Music e pela Universidade do Kansas.
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As origens e a música das Trombettas e Timballeiros das Reaes Cavalherices: "A Charamela Real"
O Grupo de Trompetes e Tímpanos da Corte Real do século XVIII tem sido tradicionalmente definido por Altenburg, Lambertini e Tarr. Os documentos de fontes primárias oferecem uma história mais complexa e completa, enquanto as composições musicais escritas para este grupo exemplicam a glória das Guildas Reais de Trompetes.
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